sábado, 14 de março de 2009

EB1 Penafiel n.º 3

… a um anão.
- Então, e tu quem és? Perguntou Mafaldinha.
- Eu sou o Anão Azul e simbolizo a cor do planeta.
Os dois sentaram-se a conversar em cima de um cogumelo e a flor curiosa contou-lhe todas as aventuras e desventuras vividas ao longo da sua viagem pelo mundo.
A tristeza dela era muito grande porque durante a sua viagem tinha visto que o planeta Terra estava gravemente doente. Viu florestas queimadas, rios poluídos com resíduos tóxicos e esgotos, mares com derrames de crude, lixeiras a céu aberto e uma infinidade de catástrofes ambientais provocadas pela irresponsabilidade do Homem.
- Como vês, meu querido amigo, temos de fazer alguma coisa… - disse Mafaldinha.
O Anão Azul pensou, pensou, pensou e sugeriu fazerem um passeio a uma parte do mundo, onde a poluição ainda não causou grandes estragos.
- Para veres que o nosso planeta ainda pode ser salvo, vou-te levar à grandiosa e espectacular floresta da Amazónia. Nesta floresta existem índios que vivem em perfeita harmonia com a Natureza, espécies do mais exótico que possas imaginar e plantas gigantescas.
- Anão Azul, como sabes todas essas coisas?
- Sabes, o meu avô vivia nessa floresta e como era muito aventureiro, gostava de explorar os cantos e recantos da sua terra. Quando me vinha visitar passava horas e horas a contar as suas peripécias.
- Anão, mas como fazemos para chegar a esse sítio tão especial?
-É fácil, apanhamos boleia na asa de um albatroz.
E lá foram eles em busca da Amazónia e quando chegaram Mafaldinha ficou espantada com tamanha beleza.
- Meu querido amigo, tinhas razão! Este lugar é de facto especial! Nunca tinha visto uma Natureza tão verde e respirado um ar tão puro.
- Claro Mafaldinha, por isso lhe chamam “ o pulmão do Mundo”.
Os dois amigos continuaram a descobrir os segredos dessa grande floresta, até que chegaram à margem de um rio, que mais parecia ter mil braços.
- Que animal é aquele? – pergunta Mafaldinha entusiasmada.
- É um jacaré. Este animal é muito perigoso e é conhecido por ser um grande caçador. Mas, sabes, também há outros animais muito perigosos como a piranha que só vive neste rio, o Amazonas.
Margem acima, Mafaldinha avistou um bando de aves muito coloridas e barulhentas, as araras, que soltavam algumas palavras sem sentido.
- Crak Crak! Semente ruim!
- Crak! Crak! Sementes duras!
Mafaldinha espantada questionou-as:
- Araras tontas, falam meias frases!...
Mas o anão que as entendeu disse:
- Palavras acertadas! Quer dizer que elas sabem distinguir as boas e as más sementes.
A aventura continuou pelo rio acima, até que, surpreendentemente…

domingo, 8 de fevereiro de 2009

EB1 de Fonte da Cruz

…ao sabor das ondas do mar, rumo ao País das Sete Maravilhas, aproveitando os maravilhosos raios de sol que espreitavam através das fofas nuvens brancas que corriam num céu azulado.
Pelo caminho encontraram uma pequena borboleta de cores vivas e
cintilantes reflectidas pelo senhor sol, que se aproximou do animado grupo dos amigos da Mafaldinha. Entusiasmados com a presença daquela fantástica personagem, questionaram-na em coro:
- Olá, como te chamas?
- Chamo-me Rosita - respondeu a borboleta. - E tu? - pergunta Rosita à Mafaldinha:
- Eu sou conhecida por ser a flor mais curiosa do mundo dos jardins, mais conheci
da por Mafalda.
Cansado
de tanto remar, o marinheiro do barco da alegria queria saber qual era o destino pretendido dos seus passageiros. Então resolve perguntar:
- Afinal, para onde vamos?
Como seria de esperar ouve-se a doce voz da Mafaldinha:

- Ummmmm… bemmmmm… eu gostava de ir para um jardim onde tudo é mágico. Que tal o “Jardim da Magia” em Nova Iorque? Sabem… lá… nesse jardim, as flores alimentam-se no “Lago Encantado” onde a água é pura e transparente, onde as flores se podem transformar em… pássaros, eeeemmm … peixes, canguruuuuu…ssss… para humanizarem o planeta Terra.











E lá foram mundo fora a espalhar o lema “Todos diferentes, todos iguais na salvação mágica da TERRA”.

Passados alguns anos, já cansados de tanto viajar e lutar por um planeta puro e saudável, pediram ajuda a…

domingo, 1 de fevereiro de 2009

EB1/JI da Ponte - Novelas

- Não tenhas medo! Eu sou o Presidente desta cidade. Sabes, ela nem sempre foi assim. Antigamente era a cidade dos sonhos, mas agora está transformada num inferno. A bruxa má lançou-lhe um feitiço e tudo se transformou numa grande confusão. Enfim, ninguém se entende. É o fim do mundo. E tu não te lembras de onde vieste?
-Acho que morava num lindo jardim! - respondeu a Mafaldinha - E como eu tinha o sonho de querer voar, ganhei asas e percorri mundo conhecendo novos amigos. Vivi muitas aventuras, mas como já estou cansada queria regressar à minha terra e encontrar as minhas amigas flores. Podes ajudar-me?
- Claro que posso. Vou chamar o Mestre Patusco, o nosso amigo gato que tem um lindo barco e que te levará para a tua terra.
E assim foi. Levantaram voo no seu barco azul a toda a velocidade para uma nova aventura.
Antes de partir Mafalda lembrou-se do seu amigo rato, que tem muitos poderes. Então, em pensamento pediu-lhe que ajudasse as pessoas daquela cidade. Prelim…pim…pim… e a cidade voltou ao normal. Todos voltaram a ser felizes.
Como forma de agradecimento, o senhor presidente organizou uma festa pela noite dentro. Amanheceu um novo dia e Mafaldinha embarcou no barco do gato Patusco partindo a toda a velocidade rumo à sua terra natal.
Pelo caminho encontrou um caracol a apanhar banhos de sol em cima de uma onda. Ao vê-lo Mafaldinha perguntou-lhe:
- Ó caracol vaidoso, queres vir comigo para a minha terra?
- Quero! - respondeu o caracol - Espera um pouco que já vou.
E lá foram…

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

EB1 com JI de Covilhô - Novelas

Mafalda estava novamente sozinha e sentia-se triste e abandonada. Sozinha, sozinha não, porque ao seu lado escorregava a brulesma que já tinha sido uma bruxa malvada.
De repente, lembrou-se do seu presente: umas asas novinhas em folha – que é como quem diz – novinhas em pétalas, limpou as lágrimas – que é como quem diz, o orvalho – e partiu à procura de novas aventuras. Bateu as asas para as experimentar, quando se apercebeu que as asas eram de última geração; super potentes, super leves, super rápidas, super, super, super… bateu-as com tal intensidade que desapareceu no ar.
Cansada de tanto voar, Mafalda aproveitou uma brisa suave para planar. Enquanto planava, observa o que se passava na terra. Viu o pássaro vermelho muito refastelado no seu novo ninho a gozar a reforma bem merecida. Viu a formiga toda vaidosa com as suas botas novinhas, muito apressada, a guardar alimentos para o Inverno. Cruzou-se, nos altos céus, com a nuvem branca, do
ce e fofa que atarefada se preparava para a época das chuvas…
Espantada, a flor viu uma terra muito estranha. Resolveu começar a perder altitude para espreitar o que se passava. Ficou muito admirada quando os sinaleiros, em vez de regularem o trânsito, levantavam a mão para dizerem adeus a quem passava. Mas estranho, estranho era ver as casas a circularem nos passeios e o fumo das cozinhas a sair das antenas dos carros que tinham a forma de elefantes… Mafalda pensou que estava a sonhar e esfregou os olhos para ter a certeza que estava acordada e…pum… catrapum... pum… perdeu o equilíbrio e aterrou no meio daquela estranhíssima cidade.

Ouviu-se o chiar dos travões a fundo de uma casa de onde saiu, pelo telhado, um condutor muito zangado com aquela estranhíssima criatura que o tinha feito gastar quase metade dos calços dos travões.
_ Quem és tu? O que fazes no meio do passeio? Donde vieste? És mesmo bué estranha….
_ Eeeu sesssou a Mamamafalda e e e já nnão me lembro de ononde venho. E E E quem és tu? – Perguntou a Mafalda assustadíssima.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

EB1 de Vila Verde - Marecos

Aproximaram-se, cada vez mais, e viram uma casa muito engraçada. Tinha muitas luzes e um enorme pinheiro enfeitado com presentes.
O pássaro vermelho bateu à porta.
- Truz…truz…truz…
- Quem é? – perguntou uma voz rouca e dócil.
- Sou eu, o pássaro vermelho. Venho ajudar a embrulhar os presentes.
O dono da casa abriu a porta. Era um velhinho, muito gorduchinho e baixinho, de longas barbas branquinhas, vestido de vermelhinho.
- Mas que figura mais estranha… nunca tal tinha visto! – sussurrou a flor ao pássaro.
E, como era curiosa, perguntou muito atrevida.
- Quem és tu?
- Eu sou o S. Nicolau.
- Quemmmm?... – insistiu a flor.
- O Pai Natal!... Aquele velhinho que distribui os presentes a todas as crianças do mundo. – explicou-lhe o pássaro.
- Entrem…entrem…
Ficaram boquiabertos com os milhares de presentes que viram. Lá dentro estavam, muito atarefadas, umas criaturas estranhas. Eram os gnomos que ajudavam o Pai Natal a embrulhar os presentes. Havia, também, vários envelopes espalhados por toda a casa. Eram as cartas que os meninos tinham enviado ao Pai Natal.
- Ainda bem que vieram! Estava mesmo a precisar de ajuda. Está a aproximar-se a hora de partir e ainda falta embrulhar muitos presentes! – exclamou o Pai Natal.
Com tanta gente a trabalhar, tudo ficou pronto num ápice. Até a bruxa má colaborou, embora sempre a rezingar.
- Só prendas… tanto trabalho… odeio crianças… odeio festas…
Como por magia, à hora exacta, as renas partiram carregadas de presentes, acompanhadas pelo Pai Natal que, já longe, gritou:
- Obrigado meus amigos. Atrás do espelho mágico há prendas para todos!
Foram logo, muito apressados, procurar os seus presentes.
A formiga gigante encontrou três pares de sapatos para proteger as suas seis patinhas da neve e, assim, poder regressar a casa. Será que conseguiu?
O pássaro vermelho, como estava a ficar velhote e cansado, teve um ninho para descansar.
A nuvem recebeu um regador de água para poder regressar a casa e transportar as flores de regresso aos seus canteiros. Claro que, o presente das flores foi o bilhete de volta, a casa, com a nuvem. Despediram-se, assim, da sua amiga Mafalda.
A Mafalda foi presenteada com umas novas asas para continuar a sua aventura e a bruxa teve uma vassoura carregada de combustível.
Esta, antes de partir, quis transformar a Mafalda em lesma. Muito esperta, a flor escondeu-se atrás do espelho mágico, no preciso momento em que a bruxa lhe lançou o feitiço. O espelho mágico reflectiu o feitiço na bruxa que se transformou em lesma.
Virou-se, assim, o feitiço contra a feiticeira.
Mafalda estava novamente sozinha…

domingo, 30 de novembro de 2008

EB1 de Póvoa - Guilhufe

Enquanto voavam rapidamente no céu para fugirem da bruxa, passou, voando ainda mais rápido, um elegante pássaro vermelho.
- Onde vais com tanta pressa? Também estás a fugir de alguém? – perguntou a Mafalda.
- Não, nada disso. Eu estou com muita pressa porque já estou atrasado.
- Estás atrasado? Para onde vais? – perguntou a formiga gigante.
- Como sabem o mês de Novembro já está a acabar e vem aí o mês de Dezembro. Todos os anos, por esta altura, vou para a Natalândia ajudar o Velhinho.
- Esse lugar ainda não conheço. Podemos ir contigo?
- Nem penses! Já disse que tenho pressa e vocês são umas lesmas voadoras!
- Eu cá não sou lesma – disse a Formiga muito ofendida. Vamos a uma corridinha? E ainda sou capaz de carregar com todas as flores. Meninas, toca a subir! Apertem os cintos! Um… Dois… Três… Partiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii..!
De repente, ouviram uma voz muito delicada:
- Por favor, deixem-me ir convosco. Nunca fui à Natalândia.
Viraram-se todos muito admirados. Era uma nuvem muito fofa e branquinha.
- Podes vir, mas depressa que tenho pressa. – disse o pássaro vermelho.
- Apertem os cintos! Um… Dois… Três… Partiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii…!
Mas a Formiga não chegou a acabar a frase porque se ouviu uma voz esganiçada:
- Esperem! Esperem aí! Esperem por mim! – gritava a bruxa quase a cair da vassoura.
- Nem penses! Formiga, prego a fundo! Acelera!
- Não tenho gasolina! Não me deixem aqui sozinha! Prometo que não vos faço mal!
-No Natal – disse o pássaro – ninguém pode fazer mal. Deixem-na vir, mas depressa que tenho pressa.
- Não tenho gasolina – repetiu a Bruxa.
- Nós já vamos muito apertadas! Lotação esgotada!...Não cabe cá mais ninguém! – disseram as flores.
- Eu dou-te boleia – disse a Nuvem com a sua vozinha doce.
E lá partiram em fila: o Pássaro Vermelho, a Formiga que parecia uma jarra voadora , tantas eram as flores e a Nuvem com a Bruxa a cavalo.
Começou a escurecer e estava um frio de rachar. A Bruxa batia os dentes, a formiga batia as patas e as flores batiam as pétalas para aquecer.
O pássaro batia as asas, mas era para voar.
- Que bonito! – exclamou a Nuvem. – Parece que estão a tocar música!
- Pois parece! – disseram as flores.
E começaram a cantar: (música: É Natal é Natal)
Natalândia, Natalândia
Vamos visitar
A cavalo na Formiga
Vamos lá chegar.

Uau! – disse a Formiga.

E a bruxa continuou a cantiga:

Olha as florinhas
Que parvas que são
Quando lá chegarem
Como-vos com pão!

Ei! – disse o Pássaro.

E a Nuvem muito afinadinha:

Ai que Bruxa má!
Eu nunca tal vi
Se não estás calada
Deixo-te já aqui!

Ui! – disse a Bruxa.

Foi uma risota. As flores bateram palmas com as pétalas, a Formiga com as patas e o pássaro bateu as asas com mais força. A Bruxa batia os dentes, mas de medo de ficar sozinha no escuro. Até a Nuvem deu uma gargalhada. Soltaram-se as gotas de chuva e, como estava muito frio, começou a nevar.
Ao longe apareceram umas luzes a acender e a apagar e o pássaro anunciou:
- Estamos quase a chegar! Ali é a Natalândia.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

EB1 de Igreja - Guilhufe

De repente, apareceu num outro lugar e viu um homem e um cão. Então curiosa perguntou:
- Quem são vocês? Onde estou? As minhas amigas? Ai, que confusão!!!
- Ei, calma tantas perguntas para quê?! – perguntou o homem – Ah, sou o Marco e este é o meu cão. Estás na Cidade da Liberdade e … quem são as tuas amigas?
- São as flores que estavam a caminhar comigo. – respondeu ela.
-Ahhhh!!!... Olha, queres vir caminhar comigo e com o meu cão e fazer brincadeiras?
- Isso é um bocado difícil para mim, mas vou tentar – disse ela entusiasmada.
Então começaram a caminhar, mas a Mafalda ainda estava muito triste a pensar como estariam as suas amigas.
O Marco reparou e retorquiu:
- Então…, o que se passa? Porque estás triste?
- Oh, estou assim triste porque não sei onde elas estão, estou muito preocupada – disse muito morrenhenta a Mafalda.
- Queres voltar para trás? – perguntou o Marco – Podes ir! – sugeriu de seguida o Marco.
- Não te importas mesmo? – perguntou a Mafalda.
- Claro que não, se queres! – disse ele com pena.
E de repente a Mafalda desapareceu.
O Marco ficou muito decepcionado e ficou a pensar que a flor tinha poderes mágicos e então foi-se embora muito feliz por ir encontrar de volta as suas amigas.
O Marco com aquelas brincadeiras pensou que poderia ir ter com ela, mas não conseguiu porque a flor desapareceu num instante…
Mafalda fugiu dali rapidamente tendo entrado na floresta.
Ela, já quando viu que estava num sítio novo disse:
- Que espectáculo! Acabei de conhecer um lugar novo.
Ao mesmo tempo, as outras flores que tinham conseguido fugir da festa, andavam por ali perdidas.
- Ai que lugar assombrado! – disseram as flores.
De repente, qual foi o espanto de Mafalda ao avistar as suas amigas que estavam a ficar desorientadas.
Ela, tão entusiasmada e curiosa, cumprimentou-as, mas seguiu sempre o seu caminho. E as flores logo foram atrás dela.
Chegaram a meio da floresta e encontraram três túneis. A Mafalda que ia muito à frente entrou no primeiro e as flores cheias de medo, não viram a Mafalda e optaram pelo segundo.
As flores quando entraram no túnel viram aranhas, morcegos e viram um lago cheio de crocodilos. A Beta dirigiu-se para a Amel e perguntou-lhe:
- Como é que vamos sair daqui?
- Não sei! – disse a Amel.
- Ali é a saída e nós não sabemos como atravessar o lago e nem sabemos da Mafalda.
Elas não se podiam deixar abalar e tinham que resolver a situação. Amel teve uma ideia e disse:
- Há ali uma liana. Se nós conseguíssemos agarrá-la podíamos ir para o outro lado.
A Amel tentou, agarrou a liana, deu balanço e conseguiu. Depois foi a vez da Beta. Ela fez a mesma coisa, mas não conseguiu. Repetiu, mas não conseguiu. Tentou a terceira vez e lá conseguiu. As outras flores fizeram o mesmo e ficaram tão contentes quando encontraram a Mafalda do outro lado. Então perguntaram-lhe:
- Como é que tu já estás aqui?
- Há quanto tempo!... por onde andaram? – perguntou a Mafalda.
Tivemos dificuldades em atravessar o túnel. Sabes lá os perigos que lá havia!... retorquiram as flores.
Não tardou, veio um vento muito forte que empurrou a Mafalda e as suas amigas. Elas escorregaram pela colina abaixo e traz, catrapaz, puz…
- Aiiiiiiiiiiiiiiii! Ai! Ai! Ai!
Todas as flores caíram pela colina e estatelaram-se no chão.
Na descida da colina a bruxa estava com um Caracol especial, enorme e que tinha arranjado para enfeitiçar e para que comesse aquela Flor que lhe estava a dar tanto trabalho. Mas o Caracol andava tão devagar que a Flor tinha tempo de ir a casa tomar banho e voltar. A Mafalda apercebeu-se da situação e teve uma excelente ideia. Ela disse ao Caracol:
- Ó Caracol, como te chamas?
- Eu chamo-me Ruizinho.
- Que fazes aqui? Segura-te bem senão cais naquela ravina. – aconselhou-lhe a Mafalda.
- Eu tenho de te comer. – replicou-lhe o Caracol.
- Não sei se vais conseguir. Andas tão devagar…
E a Mafalda continuou com o seu pensamento. Foi chamar as suas amigas flores e contou-lhes o que estava a acontecer e como pensava resolver o problema. Ela tinha resolvido enfrentar a bruxa:
- Estou farta de ti, Bruxa. Sai do meu país!
- Não te vou deixar em paz Flor enquanto não te apanhar.
A Mafalda pôs-se logo a correr e fugiu dali.
Pelo caminho, viu uma menina triste e perguntou:
- O que se passa menina?
- Não vês?! Estou muito triste! ...
- Porquê? – perguntou a Mafalda.
- Eu estou triste porque não tenho amigos.
- Se quiseres, posso ser tua amiga.
- Sim, quero. Claro que quero!
- Então, vem comigo e vais conhecer as minhas amigas.
- Elas são como tu, Mafalda?
- São, mas embora parecidas somos todas diferentes, todas coloridas e somos divertidas.
Assim lá foram as duas ao encontro das amigas da Mafalda.
Quando se encontraram, as flores, mais uma vez manifestaram a sua alegria.
A Beta que é muito observadora disse logo:
- Mas que linda que és!... Oh Mafalda, vens bem acompanhada!...
- Como te chamas? – perguntou a Amel dirigindo-se à menina que acompanhava a Mafalda.
- Sou a Ninita e queria muito ter amigos.
- Ela é a nossa nova amiga e é muito brincalhona. – esclareceu a Mafalda.
Elas resolveram começar logo com as brincadeiras. Jogaram às escolinhas, à cabra-cega, ao esconde-esconde nos jardins e outros jogos.
Estavam entretidas a brincar quando ouviram:
- Veeeeee, veeeee…chap!
- Ah, ah, ah, cá estás tu, Mafalda! Vou-te apanhar.
Era a bruxa que acabava de chegar no seu tapete voador, pois vivia obcecada para encontrar aquela Flor.
A Mafalda, receosa do que poderia acontecer-lhe, escondeu-se atrás da Ninita.
Foi então que ouviu sussurrar:
- Não tenhas medo. Quero ser tua amiga. Vou ajudar-te.
Era uma formiga que estava ao lado do pé da Ninita. Era grande e tinha asas transparentes. Num instante, chegou ao calcanhar da bruxa que picou violentamente.
- Ai! Que grande espetadela!... Ai, ai que me dói tanto! … - exclamou a bruxa.
Enquanto a bruxa se queixava e lamentava, as flores, Mafalda e a Formiga levantaram voo…
Rapidamente desapareceram nos céus.

sábado, 1 de novembro de 2008

E.B.1 de Gandra – Guilhufe

Tudo naquele lugar a encantava mas, enquanto esperava, a bruxa foi lá, apanhou a flor e levou-a outra vez para o castelo. O caldeirão fervia…fervia… e entretanto a bruxa prendeu-a numa caixa de papelão. As suas amigas perseguiram-na e quando se aperceberam que ela estava presa foram pedir ajuda ao rato, que a socorreu roendo a caixa.
De repente, qual o espanto das flores, o rato transformou-se numa fada e lançou um feitiço à bruxa. As flores saltaram de alegria e agradeceram à fada.
A fada pegou na varinha mágica e plim… plim... foram ter a um palácio que era feito de gelo. A flor Mafalda e as amigas curiosas, foram ver se alguém vivia lá. Encontraram a família real gelada. As flores comovidas com tal situação pediram à fada para desfazer o feitiço. A fada sem qualquer receio pegou na varinha mágica e plim… plim… plim… A família real descongelou e o palácio transformou-se num belo castelo.
O rei disse:
- Obrigado, por nos salvar
- Não precisa de agradecer foi obra da fada, respondeu a Mafalda.
- Fada! Mas que fada! Não vejo nenhuma fada!
As flores começaram todas a rir:
- Ah! Ah! É o rato! É o rato!
O rei agradeceu e explicou que o que tinha acontecido foi obra da bruxa.
- Ela não concordou com o casamento da minha filha com o príncipe João e lançou-nos um feitiço.
A família real como recompensa convidou-os a ficar no castelo e a participar na realização do casamento.
Dias depois, o casamento realizou-se e as flores convidaram as flores mais belas do mundo, para enfeitar o castelo. Estava tudo deslumbrante, com jardins que pareciam uma fantasia de cores, com repuxos de água cintilante que reflectia a beleza e alegria da princesa e do príncipe.
Todas as flores estavam felizes e não queriam ir embora. Mas a Mafalda era tão curiosa que queria conhecer novos lugares.
Mas eis que: plim… plim… plim… poof…

sábado, 25 de outubro de 2008

EB1 Cruzeiro - Galegos

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Continuaram a voar até que avistaram, lá ao longe, um castelo que não tinha muito bom aspecto. Estava sujo e parecia abandonado. Resolveram ir espreitar, e foi aí que repararam que havia uma janela partida mas era um pouco baixa.
Desceram imenso até que lá chegaram, espreitaram e como não viram ninguém, resolveram entrar.

Então repararam numa bruxa com um grande caldeirão. A flor assustada sussurrou para as outras:
- Vamo-nos embora, este castelo está cheio de surpresas aterrorizantes e assustadoras.
Iam a sair quando a bruxa pegou na sua varinha e apontou-a para a janela e de repente os vidros uniram-se.
Depois a bruxa disse-lhes:
- Ah!!! Ah!!! Ah!!! Apanhei-vos, agora não conseguem escapar.
Olharam para todos os lados, até que encontraram um alçapão aberto.


Fugiram às escondidas enquanto ela estava a preparar um feitiço.

O alçapão foi dar ao primeiro andar onde havia duas portas; elas só podiam escolher uma porta. A porta direita ia dar à saída e a porta esquerda ia dar ao quarto da bruxa.
Foi aí que apareceu um rato que tinha ouvido a conversa e disse:
- A porta certa é a da direita; mas despachem-se porque a bruxa vem aí.
Elas saíram a correr e continuaram a sua viagem.

Durante a viagem viram cartazes a anunciar um circo, numa pequena aldeia.
A flor, como era curiosa, entrou para ver o que se passava, apesar dos avisos das suas amigas. Estas seguiram-na mas, cautelosamente, procuraram um lugar seguro, bem no alto da tenda do circo.
A flor, mais corajosa, voou para perto do palco. Então um palhaço viu-a, achou-a bonita e colocou-a dentro do chapéu para fazer uma magia. No chapéu estava um coelho que se assustou com a presença da flor, mas depressa se conheceram.


- Olá, eu sou o coelho Quico!
- Olá, eu sou a flor Mafalda! – disse a flor. – Procuro uma saída, pois quero continuar a minha viagem.
- Eu sei uma saída, só tens que esperar um bocadinho até que o palhaço se vá desmaquilhar. - referiu o coelho Quico.

O chapéu tinha um buraco e a flor enquanto esperava pôde ver o espectáculo. Viu leões muito ferozes, duma raça estranha, com jubas às riscas e de muitas cores. Viu também unicórnios com muitas pernas, zebras às pintas e outras coisas extraordinárias.
E a Mafalda começou a gostar daquele lugar…

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

EB1 Carvalheiro - Galegos

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Numa bela manhã de Primavera, a Flor conseguiu soltar-se. Como? Um pica-pau, ao procurar alimento, sem querer, picou-lhe o pé. Cheio de pena, pediu-lhe desculpa e ofereceu-lhe uma recompensa achando que a tinha prejudicado. A flor respondeu-lhe:

- Gostava tanto de ter umas asas para poder voar!

O pica-pau conhecia uma fonte mágica. Quem bebesse daquela água, tornava realidade o seu maior desejo. Então, com muito jeito, apanhou a Flor e levou-a até lá. Ao beber daquela água, o seu tão desejado sonho concretizou-se.

Despedindo-se do pica-pau, cheia de alegria e gratidão, elevou-se no ar e desapareceu.

Parou para descansar num parque coberto de relva de uma bela cidade. Havia pessoas, meninos a brincar, vendedores de gelados e canteiros cheios de flores – umas iguais a ela e outras diferentes. Num instante, começou a falar com elas, tentando fazer amigas.

Elas ficaram espantadas de verem uma flor igual a elas, solta, com asas e a voar livremente no ar. Perguntaram-lhe o que tinha acontecido.

A Flor contou como o pica-pau a tinha libertado da árvore.

As outras flores ficaram emocionadas e cheias de vontade de também terem asas. A vontade de tantas flores juntas, transformou-se numa brisa suave, mas tão especial, que as soltou da árvore-mãe. Ao mesmo tempo, algumas das suas pétalas, começaram a crescer, transformando-se em asas. Elevaram-se no ar e de repente apareceu-lhes o Mágico do Parque que lhes perguntou:

- Onde é que “as meninas” vão?

- Vamos correr o mundo, junto com esta flor que nos visitou! - Responderam as flores.

- Então tenham cuidado, minhas lindas! Vou sentir a vossa falta.

E lá foram elas na sua viagem.

Quando passavam por cima das águas calmas de um rio, um grande peixe deu um salto e engoliu a Flor, que, como era curiosa, ia mais à frente a indicar o caminho. As outras flores ficaram muito atrapalhadas, sem saber o que fazer.

Um barco de pesca, que andava por ali, puxou as redes e numa delas veio o peixe que engolira a Flor.

- Socorro! Socorro! Tirem-me daqui!

As outras flores voaram até junto do peixe, de onde se ouvia o pedido de socorro da Flor.

- E agora? Como vamos libertá-la? – Questionavam-se as florzinhas assustadas.

Entretanto, o peixe enjoado por ter engolido uma flor com asas, vomitou-a. Só não caiu na água porque as outras flores a ampararam e a levantaram no ar.

Que susto! Mas nem por isso interromperam a sua viagem.

domingo, 5 de outubro de 2008

A flor curiosa

Introdução

Era uma vez uma flor muito bonita. Vivia num ramo de uma árvore sobre um rio de águas transparentes. Borboletas, abelhas e beija-flores visitavam a flor todos os dias onde encontravam o seu alimento. E enquanto bebiam o delicioso néctar produzido pela flor, contavam-lhe histórias do mundo que viam, quando voavam. A flor morria de inveja dos seus amigos alados. Ela não podia sair do seu ramo.
Todos os dias via o mesmo rio, as mesmas pedras, as mesmas árvores. O seu sonho era viajar para conhecer o mundo. Dava tudo para voar como as abelhas ou as borboletas. Mas era apenas uma flor…